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Orixás x Cores de Vela

Bará – Velas na cor Vermelha

Ogum – Velas na cor Vermelha e Verde ou vice versa (em algumas tradições pode ser usada Vermelha, Verde e Azul Claro ou Vermelho e Azulão Para Ogum Adiolá)

Oyá/Iansã – Velas na cor Vermelha e Branca (em algumas tradições pode ser usada Vermelha e Marrom)

Xangô – Velas na cor Branca e Vermelha (na Umbanda normalmente se usa Marrom)

Odé – Velas na cor Azulão

Otim – Velas na cor Azulão e Branco ou vice versa (Em algumas tradições pode ser usada Azulão e Rosa)

Ossanha – Velas na cor Verde e Branco ou vice versa (Em algumas tradições pode ser usada Verde e Amarelo)

Obá – Velas na cor Rosa Bebê

Xapanã – Velas na cor Lilás ou Vermelha e Preta (Em algumas tradições pode ser usada Lilás e Preto)

Oxum – Velas na cor Amarela (Em algumas tradições pode ser usada dourada para Oxum com qualidade velha)

Iemanjá – Velas na cor Azul Claro (Em algumas tradições pode ser usada Azul Claro e Branco para Iemanjá com qualidade velha)

Oxalá – Velas na cor Branca (Em algumas tradições pode ser usada Preto e Branco para Oxalá com qualidade velha)

O PODER DAS VELAS

Reforçar, repetir e concretizar pedidos, bênçãos e agradecimentos ao astral. A simplicidade da parafina transpassada por um pedaço de barbante ganha um significado memorioso quando unida aos pensamentos e intenções da prece.

Mas como para tudo existe uma face “negativa”, nesta prática também acontece de ter caminhos mal direcionados. Quando a energia da mente da pessoa que pede se une a energia ígnea (fogo) elas trabalham para atender a razão pelo qual a vela foi acesa.

Se o pedido for pelo bem de alguém o bem se tem, se pede-se por propósitos ruins é possível que também se obtenha esse retorno, e pensando nisso compreende-se que no momento em que elas retornam voltam duplicadas pois, retornam com a energia a quem o pedido foi encaminhado.

Portanto é necessário não apenas pedir por boas vibrações, mas também se concentrar no momento do pedido. Sentimentos pesados e distrações podem dificultar que o axé flua.

Em linhas gerais essa é a forma que a vela atua, a intenção é acionada pela energia mental e reforçada pela energia ígnea chegando até o campo vibratório da entidade para quem se encaminhou o pedido.

AS CORES DAS VELAS

As cores das velas para a Umbanda, é uma força atratora e servem para ajudar a nos conectar com as Entidades e também a focar em nossos pedidos.

VELA AZUL: deve ser acesa para as Senhoras das águas Oxum (Azul royal) ou Iemanjá (Azul claro), e também para a linha dos Marinheiros (Azul claro), quando desejar adquirir calma, serenidade, sabedoria, desenvolver e trabalhar poderes paranormais, sensitividade, intuição e ter expansão nos projetos.

VELA AMARELA: deve ser acesa para Iansã quando há necessidade de cura energética, clarear a mente, abrir o intelecto, firmar os pensamentos, desenvolver a espiritualidade e ocorrer mudanças rápidas das situações.

VELA BRANCA: representa a pureza e sinceridade. É utilizada para obtermos paz de espírito, harmonia e equilíbrio em nossas casas. Acende-se para Oxalá e para Anjo de Guarda.

VELA LARANJA: deve ser acesa para os Ciganos (também serve para os Baianos) quando se precisa ter força mental, aumentar a confiança, a criatividade, o entusiasmo, o poder de atração e obter sucesso nos empreendimentos.

VELA LILÁS: deve ser acesa para Nanã quando há necessidade de transmutar as energias, transformar negatividade, ter inspirações, aumentar a intuição, combater o “stress” e acalmar-se.

VELA ROSA: representa a beleza, o amor, a moralidade. Pode ser acesa para Ibeiji/Cosme e Damião, normalmente em rosa e azul, e também para assuntos amorosos para fortificar relacionamentos afetivos e familiares. Boa cor para realizar os desejos do campo emocional e afetivo.

VELA VERDE: simboliza a calma, a tranquilidade e o equilíbrio. Deve ser acesa para Oxossi quando se desejar a cura espiritual, fertilidade, estabilidade e abundância.

VELA VERMELHA: deve ser acesa para Ogum quando se precisa de coragem, ânimo, determinação, força, ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos relacionados à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo e evolução rápida dos acontecimentos.

VELA MARROM: deve ser acesa para Xangô quando se precisa de justiça correta aos olhos de Deus e também para assuntos relacionados a trabalho e prosperidade.

VELA BRANCA E PRETA: deve ser acesa para Obaluaê e para os Pretos Velhos quando se deseja paz, limpeza, cura, reconciliação, harmonia, iluminação e quando se precisa de cura física e também para mudança interior.

O que é o Jogo de Búzios?

O Jogo de Búzios, também conhecido como “Merindilogun”, é uma prática divinatória de origem africana, especialmente associada à religião Yoruba e ao culto aos Orixás, que se desenvolveu principalmente na região da atual Nigéria. Ele foi trazido para as Américas durante o período da escravidão pelos africanos trazidos como escravos para o Brasil.

No Jogo de Búzios, são utilizadas conchas de búzios (espécies marinhas específicas) como instrumento divinatório. O sacerdote ou sacerdotisa que realiza o jogo invoca os poderes dos Orixás e estabelece uma conexão espiritual para interpretar os padrões formados pelas conchas quando lançadas em uma superfície plana, como um pano ou o chão.

Cada concha possui um lado que pode cair virado para cima ou para baixo, formando um total de 16 combinações possíveis, chamadas “Odus”. Cada Odu possui significados específicos e é interpretado pelo sacerdote de acordo com a pergunta ou questão do consulente, fornecendo orientação espiritual, aconselhamento e insights sobre diversos aspectos da vida, como saúde, relacionamentos, trabalho, finanças e espiritualidade.

O Jogo de Búzios é uma prática profundamente enraizada na cultura e espiritualidade afro-brasileira, sendo uma importante ferramenta de orientação espiritual e aconselhamento dentro das religiões afro-brasileiras, como a Umbanda e o Candomblé. É importante ressaltar que o Jogo de Búzios é considerado sagrado e deve ser realizado por sacerdotes ou sacerdotisas qualificados e respeitando os princípios éticos e rituais da tradição.

Quais são os orixás da umbanda e do candomblé no Brasil?

Na Umbanda e no Candomblé, os Orixás são entidades espirituais consideradas divindades, e cada uma delas representa diferentes aspectos da natureza e da vida humana. Aqui está uma lista dos principais Orixás cultuados nestas religiões afro-brasileiras:

Na Umbanda:
1. Oxalá (ou Orixalá): Orixá maior, considerado o pai de todos os Orixás, associado à paz, à justiça e à criação.
2. Iemanjá: Orixá das águas salgadas, símbolo de maternidade, proteção e fertilidade.
3. Oxum: Orixá das águas doces, associada ao amor, à beleza, à fertilidade e à prosperidade.
4. Ogum: Orixá do ferro, da guerra, da coragem e da proteção.
5. Oxóssi: Orixá da caça, da fartura, da abundância e da sabedoria.
6. Xangô: Orixá do trovão, associado à justiça, à autoridade e à sabedoria.
7. Iansã: Orixá dos ventos, das tempestades, da transformação e da proteção espiritual.
8. Omulu (ou Obaluaiê): Orixá da saúde, da cura, da terra e da passagem para o mundo espiritual.
9. Ibeji: Orixá das crianças gêmeas, associado à alegria, à inocência e à proteção infantil.
10. Nanã Buruquê: Orixá das águas paradas, da sabedoria ancestral e do respeito aos mais velhos.
11. Ossaim: Orixá das ervas, da cura, da magia e do conhecimento das plantas.
12. Oxalufã: Forma mais velha de Oxalá, associada à sabedoria e à paciência.

No Candomblé:
1. Obatalá (ou Oxalá): Orixá maior, associado à paz, à pureza, à criação e à justiça.
2. Yemanjá (ou Iemanjá): Orixá das águas salgadas, símbolo de maternidade, proteção e fertilidade.
3. Oxum: Orixá das águas doces, associada ao amor, à beleza, à fertilidade e à prosperidade.
4. Ogum: Orixá do ferro, da guerra, da coragem e da proteção.
5. Oxóssi: Orixá da caça, da fartura, da abundância e da sabedoria.
6. Xangô: Orixá do trovão, associado à justiça, à autoridade e à sabedoria.
7. Iansã: Orixá dos ventos, das tempestades, da transformação e da proteção espiritual.
8. Obá: Orixá das águas revoltas, da coragem, da força e da superação.
9. Omulu (ou Obaluaiê): Orixá da saúde, da cura, da terra e da passagem para o mundo espiritual.
10. Nanã Buruquê: Orixá das águas paradas, da sabedoria ancestral e do respeito aos mais velhos.
11. Ossaim: Orixá das ervas, da cura, da magia e do conhecimento das plantas.
12. Oxumaré (ou Osumaré): Orixá do arco-íris, associado à renovação, à transformação e à fertilidade.
13. Logunedé: Orixá da caça e da pesca, filho de Oxóssi e Oxum, associado à juventude, à beleza e à alegria.

Esses são apenas alguns dos principais Orixás cultuados na Umbanda e no Candomblé. Há uma grande variedade de Orixás, e suas características e cultos podem variar de acordo com as diferentes linhas, tradições e casas religiosas dentro dessas religiões.